Arritmia cardíaca
Data: 03/08/2002
ARRITMIA CARDÍACA - A arritmia cardíaca é a alteração do ritmo cardíaco. Pode ser devida a doença cardíaca (como o infarto, por ex) , ao efeito de medicamentos (uso de diurético, por ex), a distúrbios metabólicos (desidratação e diabetes, por ex.) , ao estado físico (desnutrição, por ex) e também ao estado psíquico da pessoa. A temperatura ambiente pode interferir na freqüência cardíaca. No adulto a freqüência cardíaca permanece entre 50-100 batimentos por minuto, batimentos estes, absolutamente regulares. Após um esforço físico há uma tendência de aumento da freqüência cardíaca, ou taquicardia, que tende a voltar ao normal após breve repouso. Estados emocionais, como susto, ansiedade ou tensão, por ex, podem também levar a taquicardia. A desidratação e o hipertireoidismo levam também ao aumento da freqüência cardíaca. O repouso leva a diminuição do ritmo. O estudo destas alterações é feito pela eletrocardiografia, de preferência do tipo dinâmico (Holter), que permite a avaliação eletrocardiográfica do ritmo cardíaco durante horas seguidas. A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca freqüente na velhice, estando relacionada ao processo de arteriosclerose do músculo cardíaco. Na maioria das vezes trata-se de uma situação crônica que dá poucos sintomas mas pode gerar êmbolos, sendo uma freqüente causa de acidente vascular cerebral isquêmico.(Ver Acidente Vascular Cerebral). Outras arritmias: bradiarritmias, bloqueios e as taquiarritmias. Todas as arritmias cardíacas devem ser bem estudadas e tratadas. A utilização da aspirina é muito importante diante de arritmias pois impede a formação de trombos. Alem da sua conhecida ação analgésica e antiinflamatória a aspirina possui ação anticoagulante quando utilizada em pequenas doses, com bons resultados na profilaxia do infarto do miocárdio e do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) . Em certas ocasiões há necessidade de se utilizar o marcapasso, que é um aparelho que permanece implantado no organismo e que controla o ritmo cardíaco, impedindo a ocorrência de arritmias.
Fonte: Dr. João Roberto D. Azevedo

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