Florianópolis, a Ilha da Magia
Data: 10/10/2003
Colonizada há mais de 250 anos por açorianos, Florianópolis ainda refle-te muito da cultura desses imigrantes. Basta observar a arquitetura da cidade e as tradições de seu povo, como as rendas de bilros ou as histórias de bruxas. Ou, então, simplesmente apreciar sua culinária, capaz de agradar aos mais exigentes paladares. Tudo remete ao Arquipélago de Açores. Esses aspectos já valeriam uma viagem à capital de Santa Catarina, mas a antiga Vila de Nossa Senhora do Desterro tem muito mais a oferecer, principalmente no quesito natureza. São mais de 40 praias, incontáveis dunas, lagoas e muito verde - com direito a um pedaço de Mata Atlântica. Florianópolis é também uma cidade moderna, com 280 mil habitantes, e oferece boa infra-estrutura turística hotéis e pousadas de todas as categorias. Mas saindo um pouco do centro comercial da ilha, o turista depara-se com vilarejos e comunidades onde parece que o tempo parou. É assim, por exemplo, em Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, com seus casarios açorianos preservados. Ou, então, no vilarejo de pescadores em Armação, onde havia uma estação de pesca de baleias. São lugares que merecem uma visita. Uma das maiores pontes pênseis do mundo, a ponte Hercílio Luz é um dos principais cartões-postais da cidade. A pesca ainda é uma atividade muito presente na ilha. Os ranchos de pescadores são, ao mesmo tempo, centros sociais e importantes pontos de preservação da cultura local. Em casa, as mulhe-res desses pescadores mantêm viva uma das marcas registradas de Florianópolis: as rendas de bilros - uma arte que alcançou seu esplendor nos séculos XVI e XVII, justamente na ilha de Açores. Tecer essas rendas é um trabalho difícil e minucioso, que pode levar dias, semanas ou até meses para ser concluído. Apesar de estar em processo de extinção, é possível apreciar as rendeiras em ação (e comprar seus trabalhos) nas pequenas oficinas na Lagoa da Conceição e na Barra da Lagoa. Sol e Mar A partir dos anos 60, com a abertura da rodovia BR-101, Florianópolis passou a atrair muitos turistas, principalmente gaúchos e paranaenses, encantados com sua beleza. Na década de 80, a fama local ultrapassou as fronteiras brasileiras, e a Ilha da Magia foi invadida pelos argentinos. Grande parte dessa fama deve-se à beleza das praias de Floripa, como a cidade é chamada carinhosamente. Conheça um pouco delas: Joaquina - palco de competições nacionais e internacionais de surfe, tem mar bravo, com “ondas-tubo”, e areia branca e fofa, além de dunas. É agito noite e dia. Galheta - é uma praia deserta, onde se pratica nudismo. Para chegar até ela é necessário andar a pé por uma trilha de 300 metros junto ao costão à esquerda da praia Mole. As águas, esverdeadas, são calmas. Campeche - tem o mar “bravio”, bom para o surfe. À sua frente está a paradisíaca Ilha do Campeche, ótima para mergulho, e que pode ser atingida por barco. Forte - é uma praia de águas calmas, que fica atrás do morro onde está a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, construída a partir de 1740 e tombada pelo Patrimônio Histórico. Vale a pena subir os 600 metros até a fortaleza: além do monumento, a vista é maravilhosa. Dessa praia também saem barcos de aluguel para Fortes, Ilhotas selvagens e Baía dos Golfinhos. Jurerê - tem águas verdes, calmas e mornas, ótimas para banhos e esportes náuticos. Canasvieiras - é uma das praias escolhidas pelos argentinos. Tem as águas mais quentes da ilha. Seus campeonatos de vela são famosos. Ingleses - é uma das mais belas praias de Florianópolis, com dunas e mar calmo. Seu nome deve-se ao naufrágio de um navio inglês, em 1700. Santinho - é uma praia de tombo, com ondas fortes, boas para surfe e bodyboard. No costão, lado esquerdo, veja as inscrições feitas pelos índios carijós, primeiros habitantes da ilha, há mais de 5.000 anos. Ribeirão da Ilha - é uma praia pequena. O mar, sempre calmo, mais parece uma lagoa. Aproveite para ver a Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão (construída em 1806) e o casario açoriano, colorido de verde, rosa, amarelo, vermelho e azul. Arquitetura e Culinária Longe do mar, Florianópolis tem infinitas atrações, como construções históricas, museus e a maravilhosa culinária, que não podem passar despercebidas. Merece uma visita especial a Catedral Metropolitana (Praça 15 de Novembro). De grande beleza arquitetônica, que mistura vários estilos, a catedral começou a ser construída em 1753 e só ficou pronta em 1773. Uma das maiores pontes pênseis do mundo, com 819 metros de comprimento e duas torres de 75 metros de altura a partir do nível do mar, a Ponte Hercílio Luz é um dos principais cartões-postais da cidade - principalmente à noite, quando centenas de luzes são acesas, destacando seu contorno. Inaugurada em 1926, seu projeto e todo o material utilizado na obra foram trazidos dos Estados Unidos. Atualmente, passa por reforma e está fechada ao trânsito de veículos e pedestres. Outro programa obrigatório é a Casa de Victor Meirelles (Rua Victor Meirelles, 59, tel. 048-222-0692), local onde nasceu o pintor em 1832. Autor, entre outras obras, do famoso quadro que retrata a primeira missa do Brasil, Victor Meirelles é considerado um dos maiores artistas do País. Quanto à culinária, um dos pratos mais famosos da região é o camarão ao bafo, cozido no vapor. Outro sucesso de Florianópolis é a chamada Seqüência de Camarão, espécie de rodízio que pode ser saboreado perto da Lagoa da Conceição. Água, essencial A água, todos sabem, é elemento fundamental para o mundo, responsável pela sobrevivência dos peixes, pelo crescimento das plantações e pela sobrevivência do ser humano. “Porém, a maioria das pessoas não bebe água, dando preferência a chá, refrigerante ou suco”, diz o pediatra e toxicologista Sérgio Graff, presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia. “A água é o líquido que melhor hidrata o organismo, pois possui todos os elementos necessários para cumprir essa função.” O organismo perde água pela transpiração, respiração, fezes e urina. Toda vez que há alteração nessas funções, o consumo de água aumenta. “Nesse caso, é necessário beber mais água, pois há perigo de desidratação”, informa Graff. Para se hidratar, entretanto, a pessoa não deve tomar dois ou três copos de uma só vez. A melhor forma é beber pequenas quantidades de água. Deve-se, ainda, tomar cuidados com a qualidade da água. Nunca, por exemplo, bebê-la diretamente da torneira. É importante que a água seja filtrada ou mineral. Segundo o toxicologista, deve-se evitar também as raspadinhas (gelo raspado) ou gelinho (sorvete em saquinho). “Esses produtos podem não ser feitos com água filtrada, o que aumenta o perigo de contaminação por bactéria.” Por isso, atenção: beba sempre água, várias vezes ao dia e, de preferência, em pequenas quantidades, para que o organismo a absorva melhor. Não se esqueça de verificar a qualidade da água - que deve ser mineral ou filtrada.
Fonte: Revista Cuidados Pela Vida

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